domingo, 31 de agosto de 2014

BRILHO DE PÉROLAS

Brilho De Pérolas


Uma história onde o suspense e a aventura se completam com a paixão.

Procurar pérolas de água doce no rio White parecia uma loucura, mas era a única chance de Jena escapar de Frank, seu violento e obcecado noivo.
Sim, estava decidida, partiria com o corajoso aventureiro Andrew Wade.
Com ele estaria segura.
Jena só não imaginava o quanto era paranóica a obstinação do homem que recusara como marido.
E jamais poderia prever que ali, no meio da floresta, entre tantos acontecimentos inesperados, o destino lhe reservara surpresa maior.

Junto com a riqueza das pérolas a vida lhe oferecia uma outra jóia, que seu coração iria ter muito trabalho para burilar...

Capítulo Um

1895
Não se percebia o medo de Jena.
Caminhava com determinação, os ombros para trás, segurando duas maletas, compensando o peso pela posição certa do corpo.
Quando virou a esquina seguinte, viu a referência que procurava.
Respirou fundo, procurando dominar o nervosismo, e enfrentou o tráfego para atravessar uma das ruas mais movimentadas de Cincinnati.
Chegou do outro lado com a respiração ofegante e parou diante da Loja de Penhores do Hiram.
Andrew Wade observava a agilidade e coragem da moça ao se movimentar entre os veículos e não pudera deixar de admirá-la.
Aquela mulher devia ser maluca, pensou, para desafiar daquele modo carroças, carruagens e charretes, carregando uma maleta evidentemente bastante pesada.
Além disso, ela fazia outra coisa estranha: permanecia parada diante da loja, parecendo meio perdida.
Mesmo com o ar tenso, preocupado, as bonitas sobrancelhas franzidas, era uma figura radiante.
Observá-la era um verdadeiro estudo de contrastes.
Vestia-se muito bem, com bom gosto, mas de modo discreto e muito simples.
Era claro que não pertencia a essa parte da cidade.
Aquela era uma região em que bares se misturavam com armazéns, igrejas, e bonitas residências pequenas.
Uma jovem da classe dela não deveria sequer saber onde ficava a Rua Front e muito menos deveria passear por ali.
Parada diante da Hiram, Jena perguntava a si mesma se o que estava fazendo era certo. Era, sim, decidiu, afinal.
Frank não lhe dera outra alternativa.
Durante semanas fizera o possível para aquele homem entender que não queria se casar com ele, que pretendia ser dona de sua própria vida.
Essa atitude fora recebida por Frank como um desafio, e toda a doçura demonstrada por ele durante a fase de namoro desaparecera: informou-a de que ela lhe pertencia e que jamais seria livre.
O fato é que sentia medo de Frank Bauer.
Principalmente depois de ver como ele tratava as pessoas que trabalhavam sob suas ordens.
Parecia achar que os outros estavam no mundo apenas para sua comodidade e divertimento.
Nada disso era evidente quando Jena o conhecera.
Ele mostrara ser um perfeito cavalheiro.
                                                                        BAIXAR

Nenhum comentário:

Postar um comentário